Trabalho, casa, filhos, pais, parceiro, amigas: parece que sempre tem alguém precisando de você. E, no meio disso, suas próprias necessidades ficam sempre para depois. Se você sente que está no limite, mas não sabe como parar de dar conta de tudo sozinha, esse é um bom ponto de partida.
Para muitas mulheres, colocar limites foi ensinado como algo egoísta ou como risco de decepcionar quem se ama. Com o tempo, isso se transforma em um padrão automático de colocar as necessidades dos outros sempre à frente das próprias — até o corpo e a mente darem sinais de que não é mais sustentável.
Com base na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Terapia do Esquema, o trabalho envolve identificar os pensamentos que dificultam dizer não (como o medo de decepcionar ou de ser vista como egoísta) e compreender padrões mais antigos — muitas vezes ligados a um esquema de autossacrifício, em que cuidar dos outros se tornou prioridade automática sobre cuidar de si. A partir daí, construímos, no seu tempo, formas mais sustentáveis de se relacionar com suas próprias necessidades.
As sessões são por videochamada, com sigilo e ética profissional, reconhecidas pelo Conselho Federal de Psicologia. Para quem já sente a agenda sobrecarregada, o formato online costuma facilitar a constância do acompanhamento.
Se o cansaço já virou rotina, se você sente que não tem mais margem para imprevistos ou se colocar um limite parece impossível sem culpa, vale buscar apoio antes que o esgotamento se aprofunde.
Sim. A terapia ajuda a entender por que dizer não é difícil e a desenvolver, no seu ritmo, formas mais saudáveis de proteger seu tempo e sua energia.
Não necessariamente. Burnout é um esgotamento associado especificamente ao contexto de trabalho, reconhecido como fenômeno ocupacional. O esgotamento emocional é mais amplo e pode vir do acúmulo de responsabilidades em várias áreas da vida — trabalho, casa, cuidado com outras pessoas. Um diagnóstico de burnout deve ser feito por profissional habilitado.
Sinais comuns incluem cansaço que não passa com o descanso, irritabilidade, dificuldade de concentração, sensação de estar sempre no limite e culpa ao tentar descansar. Se isso é frequente, vale conversar com um profissional.
Sim, é uma questão trabalhável em terapia. Geralmente está ligada a crenças sobre o que acontece se você prioriza suas próprias necessidades — e isso pode ser compreendido e transformado.
Sim. O formato online elimina deslocamento e permite encaixar as sessões na rotina, o que costuma ser um alívio real para quem já sente a agenda apertada.